sábado, 23 de julho de 2011

noruega: as aparências enganam

Anders Behring Breivik, suspeito dos ataques na Noruega

Os ataques ocorridos na desenvolvida Noruega, que resultaram em 92 mortos, foram mais um golpe terrível para quem acredita que a humanidade tem jeito, que podemos todos nos dar as mãos e sermos felizes para sempre.

A Noruega tem os mais baixos índices de criminalidade do mundo. Ocupa a posição número 1 no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU. Ou seja: é (ou era) um país seguro, bem nutrido e feliz.

O suspeito dos ataques, Anders Behring Breivik, também não tem a imagem padrão do terrorista, nem desses matadores doidos que surgem vez e outra em algum canto do planeta. Olhe para ele: não é exatamente o rosto do demônio, é?

Quando tragédias assim acontecem em lugares que a gente menos espera, o susto é grande. Se tal massacre tivesse ocorrido, sei lá, em Uganda ou em alguma outra periferia subdesenvolvida, ninguém se espantaria. Mas na Noruega? E protagonizado por esse rapaz branquinho e loirinho com pinta de galã?

Outra vez, lá se vão as nossas certezas pelo ralo. A gente sempre acha que é capaz de reconhecer o mal, separar o mocinho do bandido, identificar o perigo. Balela. O mal não tem sexo, cor, nacionalidade, classe social, crachá, impressão digital. Está por toda parte. Até na Noruega, o melhor país do mundo para se viver, segundo a ONU.

Não há mais nenhuma dúvida: as aparências, realmente, enganam. Mas pior é deixar-se enganar pelas aparências.

10 comentários:

  1. O mal não existe. É apenas uma questão de ponto de vista. O que existe são as esquisofrenias contemporâneas. E são um reflexo do nosso tempo. Cada época tem suas doenças típicas. Na idade média era a peste, na belle epoque, tal e tal... enfim. Não é necessariamente o mal encarnado. Este pensamento é reflexo de nossa base binária judaico-cristã. Hé uma necessidade imanente de transcender este maniqueismo vulgar!

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  2. Sempre que eu falo do mal, aparece alguém filosofando, dizendo que o mal não existe, que é maniqueísmo etc. Ora, eu uso a palavra mal como algo que se desvia do que é honesto, correto, ético etc. Nesse sentido, o mal existe sim.

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  3. Marcos, o que é honesto, correto, ético, é socialmente contruído... não é eterno e imutável. E tem que haver sim filosofia, pois do contrário, viveríamos uma opressão sem fim.

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  4. Se vc se identificasse, ficaria mais fácil a gente conversar. Ok, vc venceu. Tem q haver filosofia. Mas mantenho a idéia do post.

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  5. Eu não entendi "não é exatamente o rosto do demônio, é?". O que se passa na mente fica escrito no rosto? Qual seria então o tal "rosto do demônio"? Um rosto de feições afro ou oriental? O rosto caucasiano não é o de um terrorista, ou não pode ser? Sinceramente não entendi... soou para mim como um preconceito escamoteado. Aff!

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  6. Josué, é exatamente essa visão q vc citou q as pessoas têm do q chamei de "rosto do demônio". Sou oriental. Vc acha q eu não sei o q é preconceito? Isso está bem claro quando digo q as aparências enganam.

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  7. PArece um prícnipe encantado dos contos de fadas.
    Alto,louro de olhos azuis.
    Príncipe do mal.

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  8. Não entendo xongas de filosofia mas se mandar para outra encarnação mais de 90 almas não for mal prefiro pegar meu ingresso de volta!

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  9. Depende.. se uma pessoa faz algo ruim (ex: massacrar 100 pessoas) sem nenhum motivo, isso pode ser considerado algo ruim... mas se o objetivo desse massacre for promover o bem entre milhares de outros individuos, talvez, então possa ser algo bom. "os fins justificam os meios" (Maquiavel)

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  10. Que texto ingênuo. O espanto demonstrado só teria sentido se vivessemos em um mundo idílico. Quanta utopia, rs. Não há a aparência que vc delega existir de país utópico. Há sim lugares menos perigosos de se viver e mais, dependendo da estrutura interna do mesmo. ...

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