segunda-feira, 11 de julho de 2011

O Brasil dominado pela classe C

A classe C

Domingo (10/06), o Faustão dedicou uma hora de programa a Luan Santana e à dupla Fernando e Sorocaba. No mesmo domingo, a “Folha” publicou matéria intitulada “A TV vai à classe C”. Segundo a reportagem, as emissoras estão realizando mudanças em sua programação para seduzir o público que já virou maioria – o que explica a presença cada vez mais frequente dos sertanejos no Faustão.

Sim, a classe C já virou maioria. Representa 55% da população brasileira. E, por isso, as emissoras de TV aberta vêm adequando sua linguagem e conteúdo para esse público. E o que significa essa adequação? Simples. Tornar os programas e os jornalísticos mais populares. É a SBTetização da TV aberta.

A classe C tem a televisão como principal fonte de lazer; prefere filmes dublados; confia nos produtos indicados pelos apresentadores; acredita que a TV ajuda a educar os filhos; admira gente como Luciano Huck por ele passar a imagem de que “acreditando em si mesmo o sucesso é possível”. Afe! A classe C é mesmo acéfala!

Um amigo jornalista ouviu de um editor de uma revista: “Temos muitos leitores da classe C”. Traduzindo: o texto deveria se adaptar ao nível de entendimento desse público. É o que fez o jornalístico da Band ao banir a expressão “alimento transgênico”, substituindo-o por “alimento geneticamente modificado”. Outro exemplo: em um episódio de “A Grande Família”, a Globo explicou no meio do programa o que é Dow Jones.

Com mais dinheiro no bolso, acho que a classe C devia sair em busca de mais instrução, e não o Brasil descer o nível para se adequar aos modos & costumes dessa gente. Nivelar por baixo é o modo mais fácil de emburrecer um país inteiro.

6 comentários:

  1. Não é só a tv aberta que está se adequando a Luanização do Brasil não.
    Um dia desses vi no Multishow um programa de música sertaneja.
    O ícone era TVNEJA(com um chapéuzinho de cowboi) em cima do N.(muito babaca ligar o cowboy americano com o sertanejo,absolutamente nada a ver.Babaquice total.
    Estranhei muito.
    O Multishow semnpre foi um programa voltado para jovens de classe média.
    Achei estranho...mas não percebi porque.Agora entendo.
    Existe muita coisa na vida que não entendo mas a maior delas é saber como aquela mala sem alça do FAustão continua estragando o domingo brasileiro!
    Era uma mala gorda,agora é uma mala magra,Cara chato,porre.
    Arf

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  2. Mais grana no bolso e menos instrução. Mais radicalismo e menos tolerância. Mais "inclusão digital" e menos bibliotecas. Mais "amizades virtuais" e menos convivência real. O horror , o horror. O jeito é bater na madeira, se é que ainda restou alguma.

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  3. "Com mais dinheiro no bolso, acho que a classe C devia sair em busca de mais instrução, e não o Brasil descer o nível para se adequar aos modos & costumes dessa gente. Nivelar por baixo é o modo mais fácil de emburrecer um país inteiro." Preconceito eu? Nunca!

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  4. Ao Anônimo aí em cima: identifique-se, e a gente pode debater o meu, o seu, o nosso preconceito. Abs.

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