terça-feira, 5 de julho de 2011

Viva o touro! Foda-se o toureiro!

Conchi Rios: bem feito!

Assim é: se o toureiro sangra o touro na arena, enfiando-lhe a bandarilha até matá-lo, é espetáculo, os imbecis aplaudem. Mas, se acontece o oposto, e o touro, enfurecido, chifra e pisoteia o toureiro, o ocorrido muda de nome, vira acidente.

Essa foi a ideia passada pela reportagem do “Fantástico” apresentada no domingo (03/06). Chamou de “acidente” vários casos em que o touro venceu o seu algoz. Acidente, porra nenhuma! Pra mim, os babacas apenas tiveram o que mereceram. E viva o touro!

A reportagem teve como ponto de partida a chifrada que a toureira espanhola Conchi Rios levou em uma das pernas quando se apresentava na França. Pensa que eu fiquei com dó da desgraçada? Muito pelo contrário. Ela quer voltar à arena o quanto antes; e eu quero muito que ela se foda de novo.

Segundo o “Fantástico”, Conchi foi “atacada pelo animal”. Assim como outros toureiros e peões mostrados na reportagem.

Pergunta: atacada pelo animal? Como assim? É o toureiro, é o peão quem ataca, o animal apenas se defende como pode. “A reação do animal de rodeio não é de atacar. É de se livrar de algo que o incomoda. No caso, uma pessoa que está montada nele”, explicou um veterinário e professor da Unesp no único momento em que a reportagem “ouviu o touro”.

De resto, mostrou peões brasileiros que se apresentam em rodeios pelo país e foram chifrados e pisoteados pelo touro. Um, morreu: outro ficou paraplégico. A reportagem queria que o público sentisse pena deles: “Oh, coitados!”.

E dos animais? Ninguém se importa quando são mortos e torturados gratuitamente nesses espetáculos do horror?

Eu me importo. Por isso, entre o homem e o animal, quero mais é que o homem esse ser "pensante e civilizado" leve uma bela chifrada, voe a seis metros de altura e se esborrache no chão. Se morrer, azar o dele.

Um comentário:

  1. Eu não sabia que ainda era permitido matar o touro.
    Achei que essa prática medieval tivesse acabado.

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