terça-feira, 2 de agosto de 2011

de proibição em proibição

e aí uma deputada lá da Bahia inventou um projeto de lei que proíbe o poder público de contratar artistas que tenham canções com letras maliciosas; que sejam, segundo a deputada, “ofensivas às mulheres”.

e aí o “Fantástico” fez uma enquete relâmpago durante o programa e a maioria das telespectadoras votou à favor do projeto da deputada.

e aí, de proibição em proibição, com o apoio da população, o Brasil logo logo vai se transformar num imenso convento de "pecadores redimidos".

e aí ninguém mais vai poder ouvir a música que quiser, assistir ao filme que quiser, ler o livro que quiser, opinar, questionar, ir para onde achar melhor, votar em quem preferir, sair do país quando quiser, beber na hora que bem entender, transar com quem desejar...

e aí, quando os “talebans” assumirem de vez o 
comando do país, ninguém mais vai poder reclamar de nada.

e aí a gente vai perceber, talvez tarde demais, que é bem melhor uma democracia tagarela (e, algumas vezes, desrespeitosa) do que um governo amordaçante e arbitrário.

e aí alguém vai falar que eu exagero.

e aí eu retruco dizendo que prefiro viver num país onde ninguém se intromete na vida de ninguém (principalmente o Estado); e onde eu possa me expressar sem medo de acabar no pau de arara, levando choque no saco.

e aí? quantas proibições ainda serão necessárias para acalmar os ofendidos?

2 comentários:

  1. Esse politivamente correto está acabando com a graça de viver.
    Cambada de gente chata que se ofende com tudo!

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