quinta-feira, 25 de agosto de 2011

e por falar em religião...

alguém – não sei se homem ou mulher – entrou aqui no Idiota Feliz! e postou um extenso comentário. Explicou que “levanta a bandeira da igualdade” e que desaprova “agressões contra os gays”. Em seguida, pede para eu respeitar os religiosos, além de repetir o velho discurso de que os gays querem “enfiar o homossexualismo (sic) goela abaixo de todo mundo”. Esse alguém aí é hétero, gosta de ser hétero e, segundo revelou no comentário, quer morrer assim.

ok, morra assim. Não tenho nada a ver com isso. Só não me peça para respeitar quem me desrespeita, ser compreensível com quem me ataca. Cada vez que um religioso prega que a homossexualidade é pecado, doença ou safadeza está me ofendendo. E, enquanto me ofender, eu serei tão ofensivo quanto. Basta me deixarem em paz, não se intrometerem nos meus direitos, e eu também esquecerei que vocês existem. Simples assim.

e por falar em religião...

a Fundação Getúlio Vargas fez um mapeamento das religiões no Brasil e constatou o seguinte: 1) o número de católicos diminuiu; 2) o número de evangélicos cresceu; e 3) aqueles que afirmam não ter religião somam apenas 6,7% da população. Resultado: ainda somos um país perigosamente religioso.

enquanto isso, outro estudo, este realizado pela American Physical Society, mostrou que a religião está morrendo em países como Austrália, Áustria, República Tcheca, Canadá, Finlândia, Irlanda, Nova Zelândia, Holanda e Suíça. Na República Tcheca, por exemplo, o percentual de pessoas sem religião chega a 60%. Na Nova Zelândia, em 1950, apenas 10% dos habitantes se consideravam ateus. Hoje, são 50%.

depois de ler essa notícia, fiquei cá com meus cigarros imaginando como seria bom um Brasil sem religião e, principalmente, sem esses ultrapassados dogmas religiosos. 

um lugar onde cada pessoa, se assim desejasse, 
poderia encontrar a sua própria fé, sem a necessidade de um pastor ou de um padre para lhe indicar o tal “caminho do bem” em troca de alguns trocados. 

esses países citados aí em cima logo logo chegarão nesse avançado estágio de desenvolvimento. A nós, resta continuar combatendo aqueles que, com seu ódio, querem nos exterminar em nome de Deus.

7 comentários:

  1. tenho uma teoria: as pessoas se escoram em Deus para poder fazer/falar/pensar... o que ELES no fundo são. Algo como "acham um culpado (Deus) mas não dão a cara a tapa..."

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  2. Eu acho que se a pessoa é hétero e fanático religioso e quer morrer assim, tudo bem. E ainda torço para que este desejo se realize o mais rápido possível.
    Muque de Peão

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  3. HAHAHA'
    meu comentário rendeu post
    q maravilha, adorei!
    e só uma correção, não sou religioso, na vdd
    sou ex catolico!
    mas eu nao sei oq é pior, catolico fanatico ou gay escandaloso?! ambos estão errados ne!
    é oq eu falei, no dia q os gays se acharem pessoas normais como todos eles vao conseguiir o respeito q querem! mas ja q vc nao acha isso nao posso fazer nada! eu nao sou gay então nao sei oq se passa na cabeça d vcs...
    foi mal ai mano.... mas a questão é q eu queria entender certas coisas....

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  4. que ridículo.

    sério mesmo que vc tem a coragem de dizer que queria "entender certas coisas"???
    para isso, meu caro, nao basta só querer... tem que poder.

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  5. Ai, que horror esse comentário do anônimo.

    Eu estudei teologia na faculdade. Quase me formei. E conheci pessoas fantásticas, que abdicaram de tudo para ir pro meio do nada, na África, e ajudar pessoas carentes. Vide Madre Teresa. Vide Gandhi. Vide tanta gente religiosa que é/foi incontestavelmente um ser humano melhor que eu e você.

    Mas, a partir do ponto em que religião semeia o ódio e não o amor, isso só pode estar errado. Direitos civis fazem parte de direitos humanos. HUMANOS. Civilidade básica aqui, né meu amigo Anônimo?

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  6. Creio q não se deve misturar religião com Deus e amor com homosexualidade. Jesus, o filho de Deus, condenou as atitudes dos fariseus que eram exímios e minuciosos regiliosos de seu tempo. Religião é algo estático, frio. Deus é vivo, atuante, misericordioso, longanimo, benevolente (mas não é um papai noel como muita gente imagina, barbas longas e brancas num trono distante entre nuvens) Ele, Deus, é amor, não este amor que estamos acostumados a ver na mídia, na sociedade em geral. Ele é amor sem interesses, sem religiosidade, sem radicalismos. Ele ama homo, hetero, traficante, assassino, estuprador, assaltante, ama também o cidadão de bem, honesto, pacificador, pai de familia, médico, advogado. Ele não tem como ir contra a sua essência: o amor. Acontece que queremos moldar Deus, dar-lhe uma forma e isso é impossível, criatura não modifica o criador, teimamos em vislumbrar Deus como dito antes: aquele senhor idoso de barbas brancas rechonchudo num trono distante rodeado de nuvenzinhas enfim um bom velhinho com ar bonachão(como papai noel), eu peço e Ele me dá o que quero a tempo e a hora. Ele é soberano, não importa se eu acredito ou não, se eu acho ou não, está escrito que seu nome originalmente é: EU SOU. Sem princípio e sem fim, queiramo nós ou não, Ele É! Fim.

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  7. Adorei saber que a religião está acabando em certas partes do mundo. Obviamente, em países esclarecidos e bem diferentes do Brasil.

    Repito, com orgulho, como você conclui o post: "depois de ler essa notícia, fiquei cá com meus cigarros imaginando como seria bom um Brasil sem religião e, principalmente, sem esses ultrapassados dogmas religiosos."

    Beijos!

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