sexta-feira, 16 de setembro de 2011

fé cega, faca amolada

tenho sentido uma enorme preguiça das pessoas. Por isso, se hoje me pedissem para escolher entre uma galinha e a humanidade, acho que escolheria a galinha.

com algum atraso, soube que, no Rio Grande do Sul, um deputado petista criou um projeto de lei permitindo que animais sejam sacrificados em rituais de religiões com matriz africana. O tal projeto foi aprovado pelos deputados gaúchos por 32 votos a 2.

e ainda dizem que o RS é um dos Estados mais desenvolvidos do país.

antes de opinar sobre o assunto, fui saber porque diabos essas religiões precisam sacrificar animais. Pelo que entendi, tal prática é realizada para “descarregar” o fiel, retirando-lhe as energias negativas. O “mal” é transferido da pessoa para o animal que, em seguida, é sacrificado.

em outras palavras, o sujeito apronta das suas, entope-se de “energias negativas”, e quem paga a conta é o bicho, que morre sem ter nada a ver com a história.

respeito a liberdade religiosa de cada um. Mas se as religiões, como apregoam por aí, objetivam o amor e a generosidade entre os homens, que tal se abandonassem suas práticas e ideias medievais, substituindo-as por crenças menos sanguinolentas?

certa vez, alguém me contou que, devido à situação financeira ruim, andam trocando o frango de macumba por tablete de caldo de galinha. É uma piada, claro. Mas, por que não? Por que não buscar alternativas mais benévolas de manifestação da fé?

pode ser essa: amai-vos uns aos outros – e aos animais, principalmente. Afinal, os animais, ao contrário de nós, não fazem mal a ninguém.

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