sexta-feira, 7 de outubro de 2011

valéria e janete e iriny

se você não concorda comigo, paciência. Se você acha que este é um ponto de vista machista, paciência. Mas, por mais que eu tente (e olha que eu tento muito, viu!), não consigo entender porque a tal Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, anda se irritando tanto com comerciais e programas de TV.

primeiro foi a campanha de lingerie estrelada pela Gisele Bündchen. Agora é o quadro do “Zorra Total” protagonizado pela transexual Valéria Vasques, “a bonita”, e sua amiga, a esquisitona e divertida Janete. Parece que o Sindicato dos Metroviários de São Paulo enviou carta para a TV Globo exigindo que a emissora retire o quadro do ar. E a Iriny, claro, apoiou o sindicato.

o motivo da indignação: a atração incentivaria o assédio sexual.

não escreveria sequer duas linhas sobre o assunto não fosse por um detalhe. Gosto da “bandida” Valéria Vasques, interpretada pelo Rodrigo Sant’Anna, e, mais ainda, da Janete (Thalita Carauta). Sou fã de personagens completamente sem noção como a Janete.

Valéria Vasques e Janete
eu gosto. Mas os metroviários e a Iriny não. E, por isso, querem eliminar a Valéria e a Janete da TV. Sei não, mas acho que essas pessoas estão sofrendo de um mal bastante comum nos dias atuais: falta do que fazer.

não sei, não sou mulher. Talvez o comercial com a Gisele e a esquete do “Zorra Total” sejam mesmo ofensivos ao público feminino. Para mim, são apenas o que são: um comercial para vender lingerie e um quadro de humor para divertir os telespectadores. Sério. Não consigo ver pelo em ovo aí, não!

mas o que me incomoda pra valer é essa mania feia que algumas pessoas têm de querer decidir por mim o que pode e o que não pode, o que é ofensivo e o que não é. Ora, quem não quiser ver que aprenda a usar o controle remoto. Basta um clique e pronto.

sou gay e “japonês”. Por isso, é bastante comum eu me deparar com coisas que são ofensivas a mim. Se eu achar necessário, xingo, brigo, esperneio. E até aciono a Justiça, se for o caso. Mas decido apenas por mim. Nunca pelos outros. Acho que os patrulhadores da vida alheia deviam fazer o mesmo.

2 comentários:

  1. gente, achei que era só eu que achava desproporcional a coisa... penso se a pasta dela nao tem coisa mais importante para cuidar...

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