sábado, 14 de janeiro de 2012

os gays e o futuro da humanidade

vou confessar uma coisa: estou um pouco cansado da militância gay. Militância que eu mesmo pratico com devoção neste blog.

outro dia, o Ney Matogrosso criticou a parada gay. No Facebook, o Luiz Mott, do Grupo Gay da Bahia, e seus seguidores detonaram o Ney. Pois eu concordo com o cantor. Parada gay já era, está por fora.

até ficar de nhenhenhém porque o Marcelo Serrado declarou que prefere que sua filha de sete anos não veja um beijo gay na TV já me encheu. Dane-se o Serrado! Ele que pegue sua homofobia e vá catar coquinho em Tonga!

percebo que existe uma turma por aí que começa a se achar “intocável” só porque é gay e está armando escarcéu por qualquer coisinha.

eu estava entrando nessa. Mas começo a sentir uma preguiça danada dessa atitude. Se continuar assim, com os homossexuais se ofendendo com qualquer mijada fora do penico, logo seremos tachados de chatos, fanáticos, intolerantes, xiitas, reacionários etc.

e toda forma de radicalismo me assusta.

sim, há momentos em que é preciso reagir, momentos em que a homofobia precisa ser denunciada e, se possível, punida.    

mas será que não estamos levando as coisas a sério demais? Será que não estamos parecendo velhas senhoras recatadas resmungonas? Será que não é isso que os homofóbicos querem? Nos ver tendo faniquitos para zoarem com a gente? 

na minha viagem ao sul, passei pela praia do Pinho. Os gays peladões estavam todos lá, sorridentes, se divertindo, “caçando”. E não pareciam nem um pouco preocupados com as asneiras proferidas pelo “bolsonarossauro”.

às vezes, apenas jogar na cara dos homofóbicos o estilo de vida homossexual é a melhor tática para feri-los, para deixá-los pasmos e melindrados.

eles reagem com ódio. Nós revidamos com beijo na boca.   

de um jeito ou de outro, esses trogloditas vão ter mesmo que nos engolir. Afinal, como declarou o papa com cara de vovô mal-humorado, o futuro da humanidade está em nossas mãos. Quer poder maior que esse?
 

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