quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

o melhor Carnaval da minha vida


sei bem como é. Você não estava a fim, não queria correr atrás do trio elétrico, mas todos ao seu redor pareciam tão alegres, tão entusiasmados com esse tal Carnaval que você se deixou levar pelo oba-oba e caiu na folia.

é difícil mesmo resistir ao bombardeio. E não apenas no Carnaval. Ainda temos pela frente a Páscoa, o Dia das Mães, o Dia das Crianças, o Dia dos Namorados, o Natal, o Réveillon. Em todas essas “datas de felicidade”, somos praticamente “forçados” a participar.

você liga a TV, acessa a internet, vai até a padaria da esquina, e parece que ninguém pensa ou fala em outra coisa. Para escapar, talvez só viajando para o Sri Lanka.

é a força da multidão desembestada arrastando tudo que encontra pela frente. E quem prefere se ausentar dessas “festas” é logo xingado de chato, mal-humorado, infeliz. A mim, podem xingar à vontade. Tô fora!

mesmo assim, mesmo ausente por livre e espontânea escolha, a opressão é tanta que às vezes tenho a sensação de que estou perdendo algo importante, de que deveria ter me juntado à patuleia e caído no samba.

depois, relaxo. Lembro que sempre procurei evitar a multidão, optando por andar só, com as minhas próprias pernas e ideias. Assim, passei o melhor Carnaval da minha vida: dentro de casa, assistindo a muitos filmes, trabalhando e dormindo. 

o mais incrível é que não morri por causa disso. Na verdade, estou muito bem, obrigado! E, enfim, já posso sair para a rua sem ser incomodado pelo zirigui-pum alheio.

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