sexta-feira, 27 de abril de 2012

num mundo ideal, cada um seria responsável por suas cagadas


num mundo ideal, as pessoas não necessitariam de igreja nenhuma, de religião nenhuma, de bíblia nenhuma, de deus nenhum.

num mundo ideal, as pessoas saberiam que não há qualquer explicação “divina” por trás da vida. Saberiam que a vida nada mais é que esse trivial “pão com ovo” que a gente vive todo dia.

e nesse mundo ideal cada um seria responsável por suas próprias palavras e cagadas e imbecilidades, sem usar o nome desse tal deus como desculpa para sua ignorância.

veja o caso do Silas Malafaia, o fundador da evangélica Assembleia de Deus. Em entrevista para a BBC Brasil, ele disse o seguinte:

"Segundo a Bíblia, homossexualidade é pecado. Na igreja evangélica, gay só entra caso queira se converter e, para isso, tem de se tornar heterossexual. É uma regra de Deus."

repare que não é o Silas Malafaia que considera a homossexualidade pecado. É “a Bíblia”. Não é ele que quer converter os gays. É “uma regra de Deus”.

o pastor não é bobo. Sabe que, sozinho, não convence ninguém. Mas, apoiando-se nas “palavras sagradas”, é capaz de vender milhares de carnês da felicidade eterna.  

num mundo ideal, as pessoas perceberiam que bíblia, deus, religião nada são além de invenções humanas, como o telefone celular ou o carrinho de pipoca. 

pena que jamais atingiremos esse mundo ideal. E o motivo é bem simples. As pessoas necessitam de deus para expiar suas culpas e dar algum sentido além do "pão com ovo" para suas existências.
 

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