quarta-feira, 30 de maio de 2012

baixaria!


Certas atitudes, pelo menos para mim, são incompreensíveis.

Somando-se as emissoras da TV aberta com as emissoras da TV a cabo, há dezenas de canais de televisão para o telespectador escolher. E caso você não queira assistir à nada, basta desligar o aparelho e ir navegar na internet ou ler um livro ou ir ao cinema ou ir tomar uma cerveja na padaria da esquina – ou até, quem sabe, praticar um pouco de sexo.

Opção de entretenimento é o que não falta. 

Mas há sujeitos que parecem possuídos pelo espírito maligno dos déspotas e, por não gostarem desse ou daquele programa de TV, acham que esse ou aquele programa de TV devia ser proibido ou censurado ou sei lá o quê.

Sim, tem muita porcaria na programação das TVs. Mas o que você considera porcaria, outros podem considerar legal. Então, que tal deixar os outros se divertirem com a porcaria que eles acham legal?

Ninguém é obrigado a assistir porra nenhuma. E ninguém está acima do bem e do mal para decidir o que os outros devem ou não assistir.

Ontem (terça, 29/05), por exemplo, estreou mais uma edição de “A Fazenda”, o reality da Record protagonizado por sub-sub-sub-celebridades. E o melhor momento foi Ângela Bismarchi, a mulher inchada, deixando o apresentador Brito Jr. de calça arriada ao declarar que, para aguentar o confinamento sem sexo, o jeito vai ser “achar um canto escondido para se masturbar”.

Boa, Ângela! Escondidos, quem não?

Só que os pequenos ditadores da vida como ela é já começaram a se manifestar e, em uníssono, soltam o seu desgastado brado retumbante: “Baixaria!”. Um foi além: “Vamos ter que conviver com essa pouca vergonha que não contribui em nada.” Não, moço, precisa conviver, não. Basta apertar um único botãozinho do seu controle remoto.

Pra finalizar, lembro mais uma vez da fala daquele personagem do filme "Tropa de Elite 2": cada um que lamba a sua própria caceta.
 

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