sábado, 5 de maio de 2012

cemitério das tentativas frustradas


sabe aquele romance que eu estava tentando escrever? Falei dele neste post aqui. Pois é. Naufragou. Escafedeu-se. Morreu. Foi parar numa pasta do meu computador chamada CEMITÉRIO DAS TENTATIVAS FRUSTRADAS.

nessa pasta estão os meus inúmeros projetos fracassados, coisas que tentei criar, levar adiante, mas que, em determinado momento, percebi que não passavam de farsas literárias, de bobagens amadoras que não mereciam ser tornadas públicas.

hoje, abri a pasta e reli algumas dessas bobagens apenas para me certificar de que continuam impublicáveis. O tempo não amenizou minha autocrítica.

no post citado acima, escrevi que um dos motivos para eu desistir das coisas no meio do caminho é a insegurança. Refletindo melhor, acho que não se trata disso.

não tenho medo de ser criticado. Se tivesse, este meu blog não seria assinado. Sou do tipo que prefere assumir as consequências das próprias cagadas a me esconder no anonimato.

já publiquei um pequeno livro de contos. Na época, eu gostava daquelas histórias, daquele estilo, daquelas temáticas. E esse é o segredo. Para fazer algo, finalizar algo, sou eu que preciso gostar, sou eu que preciso acreditar.

pode ser algo que os outros achem uma merda. Pouco importa. Se eu gosto, se há verdade ali, se aquilo me satisfaz, danem-se os outros! Foi assim que consegui publicar o meu pequeno (e único) livro de contos.

quem leu, gostou? Alguns sim, a maioria não. 

mas foi bom tê-lo publicado. Foi bom porque fiz algo que, na época, agradava a mim, atendia aos meus anseios. E no fundo, acho que é isso que realmente conta, não?

2 comentários:

  1. É por este motivo que seus textos são tão bons, há verdade - a sua verdade, e isso é claro e perceptível em cada palavra sua.

    E acredito que em algum momento o seu "romance" há de vencer o exército de guerreiros críticos que rondam sua obra. Ainda hei de ler um indiscutível livro de autoria sua. (Mãe Dinah, define).
    E quanto ao seu, por enquanto, único livro pubicado não canso de afirmar que é boníssimo, leitura prazerosa e que de tempos em tempos faz parte da minha "cabeceira".
    "Antes um relógio...", impossível não se render.

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  2. EU NAO ACREDITO QUE O TEXTO MÓRREU! NAO NAO NAO! COMO ASSIM?

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