sexta-feira, 25 de maio de 2012

a noiva sertaneja


um tanto assustadora a história da menina que veste-se de noiva e persegue o cantor Luan Santana. A maluca coleciona mais de 3.000 arquivos do sertanejo em seu computador e inúmeras revistas, e afirmou que vai continuar sua saga em busca de Luan porque quer “fazer parte da vida dele”.

não sei se é caô da tal menina apenas para “aparecer”. De qualquer maneira, o fanatismo – qualquer tipo de fanatismo – sempre me deixa assombrado. Por mais que eu tente, não consigo entendê-lo.

em um estudo realizado em 2003 e publicado na “Scientific American”, pesquisadores de universidades em Orlando e Springfield, nos Estados Unidos, estudaram o comportamento de 600 indivíduos e chegaram ao seguinte resultado: um terço das pessoas tem algum grau de “vício” em celebridades.

desses, 10% desenvolvem uma obsessão que pode levá-las à depressão, ansiedade e psicose. E uma em cem pessoas chega ao limite da patologia. Nesse último grupo, o culto a celebridades implica atitudes perigosas e comportamento criminoso.

essa obsessão tem até nome: Síndrome de Adoração de Celebridades.

o estudo dos pesquisadores norte-americanos é bastante elucidativo do mundo em que vivemos hoje, onde até o espirro de uma celebridade chulé vira “notícia”.

que tal essa?  – “Val Marchiori sai antes de terminar o show de Gal Costa”.

e daí, porra!

admiro muitos artistas, mas ao menos dessa patologia não sofro. Tô nem aí para o que os famosos fazem ou deixam de fazer. Aqui em casa, tem louça pra lavar e pó pra espanar.

do fanatismo, porém, tenho medo. Fanáticos são intolerantes e desmiolados. São capazes de cometer qualquer loucura em nome de uma convicção. Eu, se fosse o Luan Santana, manteria a noiva sertaneja bem longe de mim.
     

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