sábado, 19 de maio de 2012

o tombo da Gata


a Gata do Paulistão levou um tombo quando desfilava sua gostosura de miss qualquer coisa pelo Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Até aqui, nada demais. Cair, todos caímos. Incrível é o tombo da Gata ter virado notícia e o repórter do UOL ter que entrevistá-la apenas porque a moça se esborrachou no chão.

estranho mundo esse em que o tombo de uma subcelebridade vira reportagem com quase dois mil caracteres no maior portal de internet do país.

a tal Gata, do alto da sua beleza, declarou o seguinte: “Mudou tudo na minha vida. Eu caí, levei um tombo e bombou na internet, na TV.”

porra, não sabia que um simples tombo era capaz de “mudar a vida” de uma pessoa. Mas se a Gata falou, tá falado. Vou ali tropeçar num buraco pra ver se consigo sair da merda.

a Gata, porém, está certa. Exemplos não faltam. Teve uma paraguaia que virou celebridade ao guardar o celular entre os seios fartos. Teve uma universitária que virou celebridade ao usar um micro-vestido cor-de-rosa. Assim é no mundo das “câmeras escondidas”.  

outra fala da Gata: “As pessoas gostam de ver a desgraça do povo”. Sim, Gata, a gente adora ver a desgraça alheia, de ver gente tropeçando no salto. É que, no tombo, somos todos igualmente ridículos: eu, você, a Rainha da Inglaterra. O tombo nos humaniza.

mas cair é fácil. Basta escorregar na própria arrogância. Difícil é se levantar em meio ao escárnio da plateia e seguir em frente de cabeça erguida. Para os hematomas, qualquer Gelol resolve. Foda mesmo é superar a humilhação de cair com a bunda no chão e perceber que, de um minuto pro outro, a gente virou "vídeo-cassetada".
    

Um comentário:

  1. Cada dia que passa eu tenho certeza que o mundo tá uma merda. =/

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