sábado, 16 de junho de 2012

eu posso, você não


Em entrevista para o “Spresso SP”, reproduzida pelo UOL, Horácio Augusto Figueira decretou que “o sonho do automóvel acabou em São Paulo”. Figueira é engenheiro de tráfego, vice-presidente da Associação Brasileira de Pedestres e defensor do uso intensivo de ônibus como parte da solução para o trânsito urbano.

Para ler a entrevista, clique aqui.

O trânsito em São Paulo está uma porcaria? Sim. O transporte público em São Paulo é uma porcaria? É. Os paulistanos, em sua grande maioria, fazem algo para melhorar isso? Definitivamente, não.

Reclamar, todo mundo reclama. Mas deixar o carro na garagem para cooperar, ninguém quer. E ainda têm aqueles que estacionam em fila dupla, ocupam vagas exclusivas para idosos e deficientes, usam a buzina compulsivamente para “xingar” a humanidade.  

Olha, congestionamento não surge do nada. É causado por todos que têm carro e não abrem mão do carro nem para ir até a padaria. 

Mas, pior que isso, são os sujeitos que acreditam que só eles têm o direito de sofrer no trânsito, como este que fez o seguinte comentário na entrevista citada acima:

“O principal culpado por tudo isto é o Lula. Abriu as portas para todos comprarem carros a R$ 200 por mês. Quem nunca dirigiu um carro, sai batendo e matando todo mundo.”

Não pense que esse sujeito aí é o único que “come capim”. Tem milhares de brasileiros “cheirosinhos” incomodados porque muitos pobres, hoje, podem ter as mesmas coisas que eles têm e fazer as mesmas coisas que eles fazem.

Que essa ascensão da chamada classe C agravou a situação do trânsito, dos aeroportos etc., não há dúvida. Cabe, agora, aos governos, melhorar a infraestrutura e os serviços para atender de modo civilizado a todos.

O que é inadmissível é esse pensamento excludente de que "você pode, os outros não". Quer um mundo só seu? Fique dentro de casa. 
   

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