domingo, 3 de junho de 2012

Monsieur Lazhar e a dor da perda


Muito cruel a professora que resolve cometer suicídio logo na sala de aula onde lecionava para crianças de 12 anos. Mas é isso que faz a professora do filme “Monsieur Lazhar”, desencadeando uma onda de questionamentos sobre perda, dor e culpa entre as crianças.

Encarregado de substituir a professora suicida, Lazhar Bachir (Mohamed Fellag) é um imigrante argelino exilado no Canadá depois que sua família é assassinada por terroristas. Lazhar ainda corre o risco de ser mandado de volta para a Argélia e, como as crianças, também busca superar a sua perda.

“Monsieur Lazhar” é um filme sério e sentimental. Mohamed Fellag é ótimo ator, e o diretor franco-canadense Phillippe Falardeau consegue extrair excelentes interpretações dos atores mirins. O longa concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2012.  

Juntos, professor e alunos, tentam compreender e aceitar suas perdas. Mas a transformação, claro, não é imediata. Vai acontecendo aos poucos, num processo de cura gradual e sofrida, do mesmo modo que o ocorre com a gente quando a morte de alguém próximo nos atropela.

"Monsieur Lazhar" não é sensacional. É um bom filme. E uma cena do menino que se sente culpado pelo suicídio da professora é de emocionar até um cacto.  

Assista ao trailer aqui

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