sexta-feira, 29 de junho de 2012

não assustem os peixes


É um silêncio molhado. 
Silêncio que entope os ouvidos. 
 Nada escutar. 
Nem os barulhos fumacentos dos carros, 
 nem os gritos ensandecidos de "chupa!", 
nem as batidas falhas do coração. 

Paz. 
É tudo que necessito quando estou sozinho, 
 mergulhado em sereno – 
e com preguiça dos tagarelas, 
 dos requenguelas, 
da patuleia de umbigo de fora. 

 Cá estou agora, 
em meu silêncio de fundo do mar. 

Shhh... 
Não assustem os peixes.

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