terça-feira, 12 de junho de 2012

não é o amor que nos mantêm juntos


Eu sei. Você deve saber. O amor é cafona como a mais bela canção do Marcelo Jeneci. “Largo tudo se a gente se casar domingo”. 

E a gente larga mesmo! Larga os vícios, as preguiças, os medos, as distâncias, as vaidades para estar ao lado dele. No começo, para sempre. Até que a morte nos separe. Mas o tempo passa, o tempo chateia, o tempo anestesia e, lá pela página 54, já nem lembramos mais que foi o amor que nos uniu.

Amor, que amor? Eu quero o controle remoto da TV.

É o amor que nos aproxima. Mas não é o amor que nos mantêm juntos. Se nada for construído sobre o amor, desabamos na primeira decepção. E o motivo é simples: em algum momento, o encantamento lá do início acaba. E se não houver mais nada além desse encantamento, bau-bau. Fim da história.

Depois de amar tal pessoa, é preciso aprender a amar estar com essa pessoa. Só assim acho que temos alguma chance de sermos para sempre.         
 

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