domingo, 10 de junho de 2012

O Que Eu Mais Desejo


O filme japonês “O Que Eu Mais Desejo” é tranquilo como um fim de tarde de sol em um parque vazio. Emociona sem ser piegas. E faz a gente lembrar do tempo em que acreditávamos que todos os nossos desejos podiam ser realizados.

Dirigido pelo cineasta Hirokazu Kore-eda (“Ninguém Pode Saber”, 2004), o filme conta a história de dois irmãos que são obrigados a viver em cidades distantes devido ao fim do casamento dos seus pais. Koichi, de 12 anos, mora com a mãe. Ryu, o mais novo, com o pai.

Mas, enquanto Ryu está bem adaptado à vida desregrada do pai roqueiro, Koichi, inconformado com a separação, deseja mais que tudo ter sua família reunida de novo.

Ao ouvir a história de que, se presenciar o exato momento em que dois trens-balas em direções opostas se cruzam, basta fazer um pedido e ele será realizado, Koichi e seus amigos decidem partir para o local onde ocorre esse encontro entre os trens. Seu irmão, Ryu, também reúne sua turma e todos embarcam na aventura. Cada criança levando um desejo a realizar. 

Em “O Que Eu Mais Desejo” (“I Wish”, em inglês; “Kiseki”, em japonês), o diretor Kore-eda faz uma homenagem afetuosa a ingenuidade infantil e a aqueles que acreditam nos seus sonhos, por mais absurdos e impossíveis que possam parecer.

Irmãos na vida real, os atores-mirins Koki Maeda (Koichi) e Ohshiro Maeda (Ryu) têm interpretações cativantes. Principalmente Koichi. É ele quem conduz a história e é nele que o diretor concentra esse comovente processo de amadurecimento.

Koichi descobre que o que ele realmente mais deseja tem o tamanho do mundo. 

Assista ao trailer aqui

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