quarta-feira, 6 de junho de 2012

só por hoje


Acordei cedo. Precisava sair.

Mas, ao espiar pela janela e ver a quantidade de nuvens lá fora, meu corpo e meu cérebro decidiram de comum acordo que o melhor a fazer hoje é permanecer em casa. De preferência, na cama. De preferência, debaixo da cama.   

Hoje é daqueles dias para se esconder do mundo. Dia cinza e cabisbaixo. Dia de indolência, impotência e brigadeiro de panela.

Não me telefonem, não me mandem e-mail, não batam na porta, não me perturbem. Hoje, só por hoje, vou aproveitar as nuvens para me dar um descanso.

Somos carentes. E, por sermos carentes, necessitamos do outro para validar a nossa existência. Por isso, vivemos em grupo, em turma, em cambada, em relacionamentos. Vale lembrar: em certos momentos, preferimos até estar mal acompanhados do que sós.

Coisas do coração, minha nega.

E nessa de seguir o coração e buscar aconchego no colo do outro, acabo esquecendo de mim, de separar um tempo pra mim, de ficar em casa apenas comigo mesmo.

Por esse motivo, hoje me esqueçam. Hoje, não estou para ninguém. Hoje, vou passar o dia indivisível, com a cabeça nas nuvens e abraçado ao travesseiro. 
  

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