domingo, 29 de julho de 2012

O Exótico Hotel Marigold - e as "experiências transformadoras"


No filme “Comer, Rezar, Amar”, Julia Roberts sai de Nova York e viaja meio mundo para conhecer Javier Barden, seu grande amor, lá em Bali, no Sudeste Asiático.

Na simpática comédia dramática “O Exótico Hotel Marigold”, dirigido John Madden (“Shakespeare Apaixonado”, 1998), sete velhinhos aposentados – e desencantados com a realidade que os cerca – fazem quase o mesmo: deixam a Inglaterra para se aventurar pela Índia.

Lá, em meio à bagunça, ao barulho e ao colorido de Japur, cidade onde está o tal Hotel Marigold, vivem experiências que mudam suas vidas.   

Será? Será que para eu espantar o tédio de uma existência em ponto morto preciso ir tão longe?

Sempre que assisto a filmes desse tipo, faço essa pergunta – e sinto uma vontade danada de jogar tudo para o alto e me mandar numa viagem assim: rumo ao desconhecido, ao seja-o-que-deus-quiser.

Afinal, pode ser que eu esteja geograficamente distante da minha "felicidade", pode ser que eu só encontre essas "experiências transformadoras" em algum lugar bem longe da República das Bundas Alegres. Por que não?

Muitas vezes, para que algo novo aconteça, basta mudar de casa, de calçada, de penteado, de sapato, de namorado. Outras vezes, é necessário uma decisão mais radical e, quem sabe, mudar de país, cair no mundo, como fazem os velhinhos do filme.

Para mudar, no entanto, sei que preciso desejar essa mudança mais que tudo e estar preparado para o que vem a seguir (por mais feio que possa parecer). 

No filme, de nada adiantou Jean (Penelope Wilton) ter ido para a Índia. Ela muda de país, mas não muda de atitude, não se "desliga" do passado. Assim, na primeira oportunidade, volta correndo para a Inglaterra.

Em certos momentos, não conseguimos mudar nem indo para longe.        

Assista ao trailer, aqui

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