sábado, 18 de agosto de 2012

remexendo o passado


Dia desses, movido pela nostalgia, resolvi procurar por velhos amigos na internet. Pessoas que, há muitos anos, não tenho contato, mas que foram importantes para mim em determinados períodos da minha vida.

Descobri que fazer isso pode ser assustador.

Logo na primeira busca no Google, soube que um amigo, que fez parte da minha adolescência, hoje é usuário de drogas e, um tempo atrás, foi baleado pelo padrasto quando agredia a própria mãe.

Fiquei tão chocado de encontrar o nome desse amigo em uma notícia policial que achei melhor não fuçar mais nada, ficar só com as lembranças boas desses tempos mortos.

É que eu pensava, quem sabe, em restabelecer contato com alguns desses velhos amigos. Saber como estão, o que fazem, que fim levaram. Talvez tomar um café e rir com as memórias do nosso passado em comum. 

Desisti ao perceber que não os conheço mais.

Assim como eu, eles mudaram, e não são mais as mesmas pessoas da época em que ainda andávamos juntos por aí.

A vida segue, a fila anda, o mundo gira e como canta o Lulu Santos naquela antiga canção: "nada do que foi será...”. Por isso, melhor deixar o passado no passado morto e enterrado e seguir adiante. 

Mas confesso que bateu uma tristeza ao saber do velho amigo baleado pelo padrasto. Era um cara legal. Merecia melhor sorte na vida.

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