sábado, 8 de setembro de 2012

Isadora


A garota brasileira do Femen expõe os seios em praça pública para protestar e seu protesto nudista não tem efeito algum, nada transforma.

Outra garota brasileira, chamada Isadora, de apenas 13 anos, não precisou despir-se para mostrar a que veio. Pegou o celular, fotografou os problemas de infraestrutura da sua escola e postou as imagens em uma página no Facebook. O efeito foi imediato e grande parte dos problemas denunciados pela garota já foi resolvido.

Isadora não precisou levantar cartazes com frases de efeito nem berrar palavras de ordem para provocar uma pequena revolução na escola onde estuda. De modo simples e objetivo, protestou contra algo concreto, palpável e que realmente podia fazer diferença em sua vida e na vida dos outros estudantes.  

Há certa glamurização em manifestações realizadas por grupos como o Femen. Talvez porque esses grupos defendam causas nobres e universais – como, sei lá, o fim da exploração sexual das mulheres. Isadora reclamava apenas de porta e maçaneta quebradas e fiação exposta. A diferença é que foi ouvida, enquanto a garota brasileira do Femen faz do seu protesto um espetáculo de nudez bobo, inócuo e atrapalhado. Atira contra tudo e não acerta alvo algum.

A iniciativa de Isadora mostra que, para mudar o mundo, basta começar mudando o mundo ao seu redor. As armas todos temos: um celular e o poder de propagação da web.
 

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