sábado, 22 de setembro de 2012

Siricotico consumista


Steve Jobs morreu. A Apple não. A Apple continua viva, bem viva. E segue provocando devaneios mundo afora. Repare.

Quatro dias antes do início das vendas do iPhone 5 nos Estados Unidos já havia applemaníacos acampados em frente da loja da marca na 5a Avenida, em Nova York, para comprar o aparelho.

Repito: QUATRO DIAS ANTES (!!!)

A Apple não é empresa como as outras. É espécie de religião seguida por milhares de fanáticos. A diferença é que quem segue as religiões tradicionais busca o Reino dos Céus; quem segue a Apple, busca “reconhecimento”.

Embora entregue aos consumidores produtos bonitos e inovadores, a estratégia de lucro da Apple é sacana. Seus aparelhos são programados para se tornarem "sucata" em poucos meses e, assim, instigar seus fieis a pagarem mais “dízimo” a cada novo lançamento.

Enquanto isso, enquanto vivemos a época do siricotico consumista, ensina um dos mais influentes designers do século 20, o alemão Dieter Rams: “O bom design é duradouro, evitando os modismos e, portanto, nunca parece antiquado. Diferente do fashionable design, dura muitos anos, mesmo na atual sociedade dos ‘descartáveis’.”

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