sábado, 29 de setembro de 2012

Vilania feminina

Terminei de assistir à primeira temporada de American Horror Story, série de terror onde vivos e mortos compartilham uma mansão mal-assombrada em Los Angeles.

A série é boa. Mas muito melhor é Jessica Lange no papel da malvada e desequilibrada Constance.

Adoro a vilania feminina. As mulheres – surrupiando frase da atriz Mae West – quando são boas, são boas, mas, quando são más, são melhores ainda. E se, além de más, são belas, aí não há como resistir às suas cruzadas de pernas. Lembra de Sharon Stone em Instinto Assassino?

Homens, geralmente, são objetivos, vão direto ao ponto e, por esse motivo, são previsíveis, sem graça. Mulheres não. Mulheres serpenteiam, matam a conta-gotas. Preferem o terror psicológico à violência física. Seduzem antes para dar o bote só quando sua “presa” menos espera.  

Jessica Lange conquistou o Emmy Awards de Melhor Atriz Coadjuvante por sua interpretação em American Horror Story. Prêmio merecido. Sua Constance é personagem complexa, cheia de matizes. E sua maldade não é gratuita. Surge de suas frustrações.

O alemão Schopenhauer, chamado de “o filósofo do pessimismo”, dizia que “qualquer um tem algo de moralmente mau, e mesmo o melhor e mais nobre caráter nos surpreenderá ocasionalmente com traços isolados de maldade”.

A bela Constance é assim. Não tem um caráter nobre, mas traços isolados de maldade. Assim como todos nós.

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