quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Bravatas!

Tudo que é escrito, falado, manifestado na internet tem um pouco – ou muito! – de bravata.

Eu, por exemplo, não sou assim tão intragável como posso parecer nos textos deste blog. Pessoalmente, sou sujeito até fácil de conviver. Basta ser legal comigo, eu serei legal com você.

Mas, na internet, tendemos ao exagero, à fabricação de uma persona virtual que nem sempre corresponde ao que somos na prática do dia a dia.

Tem gente que chuta cachorro na rua e, online, posa de defensor dos direitos dos animais. Tem gente que detesta modos e manias dos pobres e, online, finge que curte churrasco na laje. Tem gente que só ama a si mesmo e, online, fica aí pregando amor ao próximo.

O contrário também é verdadeiro. No universo digital, protegidos pelo anonimato ou pela distância, podemos “falar” mal de deus e o mundo, ser bem filhos da puta, sem o risco imediato de levar um belo de um soco na fuça.

Bravatas, nada mais que bravatas! 

Ser “o fodão” escondido atrás de um computador é fácil. Já do lado de cá da telinha, onde o bicho pega pra valer, a maioria de nós caga nas calças ao primeiro sinal de encrenca.

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