segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Lady Gaga podia ser animadora de festa infantil

Não fosse essa cantora popstar mundial, Lady Gaga podia ser hostess de clube gay ou atendente de sex-shop ou animadora de festa infantil ou sósia do Alice Cooper. Qualquer uma dessas ocupações combinaria bem com o estilo “esquisita fantasiada de esquisita” dessa americana nova-iorquina.

Domingo (05/11), o Fantástico da TV Globo apresentou uma entrevista com a cantora. Álvaro Pereira Jr, o entrevistador, logo avisou sobre a dificuldade de chegar perto de Gaga: “... depois de ultrapassar uma montanha de exigências, um muro de assessores...”.

Logo na segunda pergunta – sobre as diferenças entre a turnê anterior e a atual – uma assessora já interrompeu a entrevista, dizendo que o assunto não era permitido. Gaga também exigiu a instalação de uma pequena TV voltada para ela, onde a cantora se olhava o tempo inteiro para conferir se estava aparecendo bem no vídeo. Chegou a pedir para afastarem um pouco a câmera dela.

Fosse apenas essa popstar mimada, cheia de nhenhenhém, como tantas que existem por aí – e sem qualquer outra pretensão além de divertir as bichas fru-fru – Lady Gaga seria ok, estaria cumprindo bem o seu papel dentro da indústria do entretenimento com suas canções pop pegajosas. O problema é que a cantora acha-se mais importante do que é.

Em entrevista para a RWD Magazine, Gaga caprichou no gloss: “Soube que tinha a capacidade de mudar o mundo quando comecei a receber cartas do gênero: ‘você me salvou, sou gay e os meus pais me expulsaram de casa’. Os meus fãs se identificam comigo enquanto ser humano e ser não humano – como pessoa super-humana que sou.”

Olha, quando a pessoa começa a se autodefinir como "super-humana" com poderes para mudar o mundo, aconselham não contrariar.

Lady Gaga finge que não, mas leva-se a sério demais.    
 

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