quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Macho de butique


Nem sei como as mulheres conseguem lidar com esses playboys que vagam por aí com seus músculos de plástico e cérebros atrofiados. Se eu fosse mulher, acho que viraria lésbica.

Em São Paulo, na região de Pinheiros, aconteceu mais um caso de agressão motivada por homofobia.

Dois playboys ofenderam o rapaz gay que caminhava pela calçada. O rapaz, que não deve ser de levar desaforo para casa, revidou as ofensas. Aí, os dois playboys saíram do carro e partiram para cima dele. “Macho de butique” é assim: só sai na porrada quando está em bando ou em maior número.

Para piorar, os playboys, já na delegacia, soltaram essa: “Apanhou de besta. Se tivesse seguido o caminho dele não teria apanhado.”

Aí é que vocês estão enganados. O rapaz não “apanhou de besta”. Apanhou porque foi homem suficiente para enfrentá-los, mostrando que não devemos mais baixar a cabeça para babaca nenhum. Aprenda: quele tempo em que os gays se escondiam acabou.  

Vi fotos dos dois playboys em algum canto da internet e, sei não, acho que usam creme hidratante demais. Suspeito que “dormem na caixa”.

De qualquer forma, taí mais uma ocorrência que mostra a urgência de o Brasil aprovar logo a PLC122, lei que criminaliza a homofobia.

Será que um dia aprovam

Está difícil de acreditar, viu. Afinal, lá no Congresso, em vez de discutir avanços, a cambada evangélica tem feito o diabo para que a homossexualidade volte a ser considerada doença. Na segunda-feira, Mônica Iozi, do CQC, entrevistou o nazi-pastor Malafaia, inimigo declarado dos gays. Babando rancor, esse senhor encarava a câmera com olhos esbugalhados, vociferando "conceitos bíbilicos" contra os homossexuais.

Ali, naquele instante, eu pude ver a cara do ódio que mata.
 

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