sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Na hora da raiva

Luiz Fabiano, o atacante pavio curto do São Paulo, foi expulso no primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana entre a equipe da capital paulista e o Tigre, da Argentina.

Não, não vou falar sobre futebol. É que todo mundo está criticando o jogador por causa da expulsão – fato que acabou prejudicando o São Paulo. Argumentam que ele devia manter a “cabeça fria”, saber se controlar e não cair na provocação dos argentinos.

Ok, concordo: Luiz Fabiano devia se segurar. E tenho certeza que ele até se preparou para manter a calma. Mesmo que levasse uma canelada ou uma cotovelada ou uma cusparada do adversário. Mas aí...

Aí que a gente não é robô. Por mais que a gente se programe para agir de determinada maneira em determinada situação, não há como prever qual será a nossa reação no momento em que a coisa, de fato, acontece. Muitas vezes, explodimos mesmo e só depois percebemos a merda que fizemos.

Luiz Fabiano deve estar se corroendo de arrependimento. Só que, merda feita, de nada adianta se arrepender depois. O jeito é seguir em frente e tentar acertar na próxima.

Por agir no impulso, no tal “calor do momento”, eu já me ferrei várias vezes e ofendi pessoas que jamais devia ter ofendido. E olha que, ao contrário do jogador, sou bem tranquilo e costumo pensar cinco mil vezes antes de tomar uma decisão.

O problema é que, na hora da raiva em uma confusão de trânsito ou numa discussão de relacionamento quem lembra de respirar fundo e contar até dez?

Se fôssemos capazes nos controlar em momentos assim, acho que evitaríamos metade das merdas que fazemos na vida. 

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