terça-feira, 8 de janeiro de 2013

365 dias


Lá vem, lá vem, lá vem de novo: 365 dias pela frente até tudo se acabar outra vez em pipocos de fogos de artifício coloridos nos céus do mundo.

365 dias é tempo longo que passa rápido, muito rápido. Se fez planos: corre, Lola, corre!

Eu estou tranquilo. Não tenho nenhum plano arquitetado, nenhuma resolução para 2013. Sigo sem saber o que vai acontecer amanhã, na semana que vem, em agosto.

Um amigo me disse que fatiou 2013 em trimestres, com objetivos a serem alcançados a cada 90 dias. Tomara que ele consiga cumprir as promessas que fez a si mesmo. Torço para isso. E admiro quem é capaz de planejar e finalizar o planejado.  

Eu, faz tempo, de tanto descumprir metas, parei de elaborá-las. Percebi que quanto mais eu me cobrava, mais eu me frustrava. Sou péssimo em seguir padrões estabelecidos. Sempre acabo desviando do caminho traçado, indo parar em lugares não imaginados. 

Lugares, às vezes, incríveis; outras vezes, terríveis. 

Viver assim, à deriva, ao sabor dos acontecimentos, é foda porque instável, imprevisível, improdutivo. Hoje, estou bem. Amanhã, talvez quem sabe pode ser... Mas foi essa vida errante que me sobrou depois de todos esses anos de cai-levanta, sacode a poeira e bola pra frente.

Acabei me adaptando ao acaso. E o acaso, pelo menos até agora, tem jogado mais a meu favor do que contra. Sei que não devia confiar tanto nele (posso me estrepar a qualquer momento), mas acho que me acostumei a viver perigosamente, à toa, sem planos, um dia de cada vez.

Sem expectativas, durmo melhor.       

Um comentário:

  1. É muito triste mas infelizmente é a vida de muita gente!

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