terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A solidão de Brasília

 

Fomos até Brasília: eu e JK. Fomos conhecer a capital federal da República das Bundas Alegres. Fomos em um voo da TAM. O voo SP-Brasília demora cerca de 1h30, e a moça de óculos escuros da poltrona 21A não parou de falar um minuto sequer durante a viagem – nem quando a comissária de bordo serviu bolachinha, polenguinho e bolinho de chocolate acompanhados de Coca-Cola Zero.

O avião aterrissou no Aeroporto Juscelino Kubitschek no horário previsto. Alugamos um carro. Tínhamos lido que é impossível percorrer Brasília a pé. É mesmo! Tudo é longe, é monumental, é codificado na cidade: SQSW, SGAS, SHIGN, SQS e assim por diante. Claro, eu e JK, num primeiro momento, perdemo-nos em meio às curvas e aos códigos de Brasília. Vira aqui, sobe ali, segue em frente, retorna e chegávamos em lugar nenhum.

Chovia – o que piora tudo.

Enfim, encontramos o Eixo Monumental – a grande avenida localizada no centro do Plano Piloto. Nessa avenida estão os principais pontos turísticos de Brasília e, a partir dela, entendemos um pouco melhor as longitudes e latitudes da cidade. Mesmo assim, erramos vários caminhos.

Brasília é cidade esparramada, com grandes áreas vazias, coberta por um céu imenso. Tão imenso que nos sentimos ainda mais pequenos e insignificantes do que já somos. Posso estar enganado, mas a principal característica de Brasília deve ser a solidão.

Lá quase tudo parece ser grande demais: o céu, os espaços, as avenidas.

Habituado à aglomeração asfixiante de São Paulo, achei as lonjuras de Brasília até libertadoras. Se é impossível percorrê-la a pé, ao menos há espaço de sobra para respirar e escapar das multidões esfomeadas.    
      

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