segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Alguns filmes


Assisti a tantos filmes nas últimas semanas que já começo a misturar a história de um com a história de outro. Como não viajei, ver filmes foi o antídoto que encontrei para escapar vivo das festas de fim de ano.

Esse sou eu: prefiro a tela da TV ao “u-hu” histérico dos comedores de peru e dos puladores de ondinhas.

Visualmente, As Aventuras de PI, de Ang Lee, é espetacular. Pode concorrer ao Oscar, mas o filme que deve levar a estatueta é Lincoln, de Spielberg, com Daniel-Day Lewis mostrando para o Rodrigo Lombardi e outros enganadores o que é ser ator. Filme tradicional sobre um dos mais reverenciados presidentes americanos. Barbada. 

Argo, do Ben Affleck, é outro filme cotado ao Oscar. Começa como drama político e termina como thriller de suspense. Affleck devia abandonar a carreira de ator medíocre e apostar numa promissora carreira como diretor.

A aventura vampiresca Abraham Lincoln – O Caçador de Vampiros, o drama Amor Impossível (com Ewan McGregor) e o longa de ficção-científica Prometheus servem apenas para acompanhar a pipoca.

A Entidade e A Possessão são dois filmes de terror interessantes. Para assistir de luz apagada e com o som do seu home theater no último volume. Prepare-se para pular no sofá de susto.

007 – Operação Skyfall vale pelas cenas de perseguição e pela atuação sempre brilhante de Javier Bardem. Moonrise Kingdom, do Wes Anderson, tem Bill Murray, Edward Norton, Bruce Willis e Frances McDormand num filme típico de Anderson, com situações improváveis e personagens esquisitos. Indomável Sonhadora (eita título cafona!) é meio bizarro. E achei a menininha protagonista bem chatinha.

Esqueça o nacional Xingu. Sem graça, apesar do João Miguel. O documentário Raul Seixas – O Começo, o Meio e o Fim, do Walter Carvalho, apresenta um bom resumo da vida do “maluco beleza”.

Divertido, o francês A Guerra dos Botões é filme Sessão da Tarde.

E o melhor de todos os filmes que assisti nas últimas semanas é, sem dúvida, Amor, do austríaco Michael Haneke. O longa conta a história de um casal de octogenários e mostra, sem concessões, o processo de definhamento físico da mulher, a sensacional atriz Emmanuelle Riva, após ela sofrer um derrame, e o amor incondicional do seu marido, o ator Jean-Louis Trintignant, ao cuidar dela. O filme é terrível. Não assista se tiver estômago fraco.

Devo ter esquecido de um ou outro filme. Mas, se esqueci, é porque devem ser esquecíveis mesmo.

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