quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

120 decibéis de felicidade


Aparecida, cidade da região metropolitana de Goiânia, inventou uma lei que pune os donos de carros com sons super potentes que perturbam o sossego dos outros. Aqui onde moro, quase toda noite, entre 23h e 1h, sou “atacado” por carros que circulam pelo bairro com o som no volume máximo. Ei, Haddad, copie a cidade goiana e mande para a cadeia esses imbecis que nos perturbam com suas músicas ruins!

Ouvir música ruim ok. Cada um que arrebente os seus tímpanos com seus “camaros amarelos”. Mas obrigar a humanidade a compartilhar do seu gosto estragado devia ser punido com cem anos de reclusão.

Essa é uma das coisas mais insuportáveis na felicidade alheia: o barulho ensurdecedor dessa felicidade. Será que ninguém consegue ser feliz calado, em silêncio? Não, claro que não! As pessoas necessitam berrar suas pequenas felicidades, jogar na cara dos vizinhos suas conquistas, mostrar ao mundo que são bem-sucedidas

Afinal, ser feliz sem ninguém saber que você é feliz não tem a menor graça, não é mesmo? É preciso divulgar sua retumbante “alegria de viver”.

O Facebook está repleto de auto-propagandas do tipo: “Olha como eu sou feliz, gente!”. Aqui neste blog uma moça postou um comentário descrevendo-se assim: “Sou uma pessoa feliz, bem resolvida, minha família é maravilhosa e sou muito amada por todos que me cercam.” Ui, que medo dessa moça!

Antes que alguém me acuse de ranzinza, já aviso: sou ranzinza mesmo. E jamais vou entender os motivos que levam um sujeito a sair por aí com seu "carro trio elétrico" atazanando o sossego dos outros.

É muito barulho por nada. Ou você ainda não aprendeu que ninguém está interessado na sua felicidade. As pessoas vibram mesmo quando você se estrepa.  

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