quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Gabi e o Pastor

 
Por muito pouco a entrevista de Gabi com o Pastor não terminou em morte. Fiquei tenso, aguardando o momento fatal em que a entrevistadora – visivelmente irritada – pularia sobre o entrevistado, agarrando o pescoço dele e o estrangulando ali mesmo, em rede nacional. O Pastor, não há como negar, tem o “dom da palavra” (dom estragado, mas tem). É eloquente e sabe defender suas opiniões com veemência e suor no sovaco.

Li por aí que a entrevista rendeu boa audiência ao SBT e repercutiu bastante nas redes sociais. De olho gordo nesse suce$$o, a emissora parece que planeja um novo encontro entre Gabi e o Pastor (desta vez para falar sobre o aborto), e se esse novo encontro realmente acontecer, será outro desperdício de tempo.

Ao meu ver, essas aparições midiáticas do Pastor só interessam ao próprio Pastor, que tem a oportunidade de pregar as suas asneiras para um número muito maior de pessoas e, de quebra, faturar mais alguns. Em vez de dar voz ao sujeito e aumentar a sua popularidade, não seria mais saudável mantê-lo restrito ao antro que ele habita?

O Pastor, para quem não o conhece, já demonstrou em diversas ocasiões que é aquele tipo de gente com quem não adianta argumentar. Ou o ignoramos ou o mandamos à merda ou partimos logo para o soco na fuça. Ficar de blá-blá-blá com alguém que baseia suas convicções na Bíblia é gastar saliva à toa.

Para finalizar, reitero que, para mim, pouco importa se já nascemos gays ou não. O Pastor, claro, esbraveja que não. Mas isso não torna a homossexualidade nem mais nem menos legítima. Se for escolha, que seja! É legítimo também. Afinal, escolher é direito de cada um. Outra coisa: parem de ficar dando satisfação do porque somos gays. Somos e pronto. E o Pastor que vá suar o seu sovaco no brejo mais próximo!


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