segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Kon-Tiki: você subiria naquela jangada?

 
Assisti à Kon-Tiki, produção norueguesa que concorre ao Oscar 2013 na categoria Melhor Filme Estrangeiro. O longa é baseado em fatos reais e conta a história do “cientista maluco” Thor Heyerdahl.

Para comprovar sua teoria sobre a origem da população da Polinésia (aquele conjunto de ilhas paradisíacas situado no Pacífico Sul), Thor recruta outros cinco “malucos”, constrói uma jangada e parte numa viagem de 100 dias entre o Peru e a Polinésia. Ano: 1947.

O filme mostra aquele tipo de empreitada que a gente suspira e pensa: “Atravessar 8 mil km de mar aberto numa jangada?! Essa porra vai dar merda!”.

Os caras poderiam fazer a viagem em segurança, a bordo de um navio. Mas, para provar sua tese, Thor necessita que a travessia seja realizada numa jangada feita com materiais semelhantes aos usados pelos supostos colonizadores da Polinésia. Em vez de arame, bem mais resistente, usa corda para amarrar a frágil embarcação.

É uma ideia estúpida. Thor, no entanto, é aquele tipo de sujeito capaz de arriscar a própria vida por uma ideia (estúpida ou não). E são sujeitos dessa espécie rara que fazem o mundo girar, a civilização avançar.

Thor tem mulher e dois filhos pequenos. Podia ter voltado para casa e levado uma vida comum de ovo frito como a grande maioria de nós. Escolheu abrir mão de sua família para dar um significado maior a sua vida. Repito: escolheu.

Eu, um pé de alface, jamais subiria naquela jangada. E por isso sou o que sou e Thor foi o que foi. A história dele virou filme, a minha vai virar apenas pó.   

Assista ao trailler de Kon-Tiki aqui

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