quinta-feira, 28 de março de 2013

Como viver?


Devia ter feito essa pergunta a mim mesmo quando estava com meus 20 e poucos anos. Quem sabe estaria hoje escalando o Everest ou surfando ondas gigantes na Tasmânia. Mas quando se tem 20 e poucos anos, você só quer viver, seja lá como for.

Agora... ops, agora é tarde. Já vivi tempo demais sem saber qual a melhor maneira de viver.

Viver precavido ou adoidado?
Viver movido pela razão ou pela imaginação?
Viver com o pouco que tenho ou com o muito que desejo ter?
Viver fazendo planos ou deixando-me levar pelos acontecimentos?

Ou será que “tudo é questão de obedecer ao instinto”, "de não negar nada", como canta Cazuza na bela canção Sorte e Azar?

A melhor maneira de viver acho que é com equilíbrio, certo? Às vezes, pisando no freio; outras vezes, metendo o pé na jaca (porque ninguém é de ferro). O complicado é encontrar esse tal equilíbrio. Quando a vontade está no comando, minha cara, quem resiste ao excesso? E se você não vai fundo nas coisas, como saber se passou dos limites?

Olhando para trás, percebo que me diverti muito mais quando vivi um dia de cada vez, sem me preocupar com o que podia acontecer se eu fizesse isso ou aquilo. Para a vida valer a pena, precisamos ser um bocado irresponsáveis e correr o risco de cair de bunda no chão. Muitas vezes, é o que acontece mesmo: você se ferra.

E assim é. Entre um escorregão aqui e uma conquista ali, a gente vai levando. E, sei lá, talvez não exista um jeito certo ou errado de viver. Existe a vida, com suas bonitezas e feiúras, e temos que vivê-la do jeito que dá, do nosso jeito, com as nossas escolhas.

Não somos liquidificadores. Não viemos ao mundo com manual de instrução. Por isso, por mais que os “especialistas” insistam em querer nos “instruir” com suas dicas clichês de como transar melhor, comer melhor, ter um corpo melhor, ser pessoa melhor, viver melhor, não existe uma fórmula pronta, um vestido que caiba em todos nós.

Existe isso sim! um milhão de fórmulas, um milhão de maneiras de viver. Todas válidas, todas pertinentes e todas incertas.
 

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