quarta-feira, 20 de março de 2013

Empenho e amor


Não dá para engolir a ideia de que a felicidade é alguma coisa que você compra, embrulha e leva para casa, como aspirinas ou picolés.

A felicidade não é algo ligado ao ter, mas ao fazer. Ela não é um humor ou um estado de ânimo, por mais exaltados e duradouros que sejam, mas o resultado de uma vida bem conduzida, ou seja, das escolhas e valores que definem o nosso percurso.

A felicidade, em suma, jamais será um estado final que se possa adquirir e dele tomar posse de uma vez por todas. Ela é uma atividade – algo que se cultiva e constrói, algo que, por alguns momentos, se conquista e se desfruta, que é fonte de contentamento, mas que está sempre a exigir de nós empenho e amor, sempre recomeçando outra vez.

É impossível conceber a felicidade humana sem algum sentido de realização. Acreditar no contrário equivale a negar a nossa humanidade. É o suprassumo da alienação.

Trecho do livro Felicidade, de Eduardo Giannetti.

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