sábado, 9 de março de 2013

Melhor não mexer


Limpei o teclado do meu computador e, agora, as letras V F R e o número 4 não funcionam mais. Fiquei puto. A porra do teclado da Apple, como tudo da Apple, custa uma pequena fortuna. Devia ter deixado sujo mesmo. Dane-se! Pelo menos funcionava.

É foda quando resolvemos tomar atitudes para consertar e/ou melhorar as coisas e as coisas simplesmente pioram. Fui limpar – ploft – pifou. Outro dia, decidi mudar um móvel de lugar e um dos pés do tal móvel se quebrou. Puta que o pariu! Por que fui mexer nisso, porra!

Se arrependimento matasse, eu já teria morrido centenas de vezes por botar a mão onde não devia. Há situações em que é melhor deixar as coisas como estão. Não mexer. Não se intrometer. Um tempo atrás, JK viu a braguilha da calça de uma mulher aberta. Por gentileza, avisou discretamente a mulher. Em vez de agradecer, a desgraçada bronqueou com ele. Tipo: por que você está me espiando?! JK mandou a mulher à merda. Fez bem.

Problemas surgem aqui e ali sem que a gente possa fazer absolutamente nada para evitá-los. Nesses casos, o único jeito é buscar soluções possíveis. Mas quando sou eu que faço a cagada, inventando problemas para mim mesmo, fico um bom tempo ajoelhado no milho, de castigo, até me conformar.

De um minuto para o outro, entre uma esfregada de leve e outra no teclado, fiquei uns 300 reais mais pobre. Oh, vida...
 

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