terça-feira, 19 de março de 2013

Uniformes


Não existe felicidade. Existem FELICIDADES. No plural.

Não é porque um necessita de deus para se sentir feliz que o outro também necessita. O outro pode viver muito bem sem deus.

Não é porque um necessita de multidões para se sentir feliz que o outro também necessita. O outro pode viver muito bem isolado no seu canto.

Cada um é feliz do seu jeito.

A felicidade do poeta não é igual à felicidade do banqueiro. O poeta é feliz escrevendo poemas; o banqueiro, lucrando.

O problema é que estamos cada vez mais uniformes em nossa busca por felicidade, como se a felicidade de um valesse para todos. Não, não vale.

Cada um de nós é único e tem os seus próprios anseios. E cabe a cada um de nós assumir os próprios anseios e, dessa maneira, construir a própria felicidade.

Todo o resto é comercial de televisão.

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