sábado, 29 de junho de 2013

Dá-lhe, Espanha!

 
Tomara que a seleção brasileira de futebol leve uma penca de gols da seleção espanhola na final da Copa das Confederações. Tipo 5 a 0 para os espanhóis, com direito a show de bola. Em outra situação, eu até torceria pelo Brasil. Não agora. Não neste momento em que o tal Gigante Acordou e um certo nacionalismo de botequim invadiu as ruas.

Se a equipe de Neymar e companhia vencer o jogo, esse barulhento e exarcebado “orgulho de ser brasileiro” vai aumentar ainda mais. Para piorar, narrado em 120 decibéis pelo histérico Galvão Bueno.

Olha, acho bacana protestar. Acho bacana a iniciativa do Movimento Passe Livre, que venceu sua Batalha dos 20 Centavos. Mas não compactuo, por exemplo, com “cartolinas” que são contra o aborto. Muito menos com imbecis que defendem o impeachment da presidente da República enrolados na bandeira nacional.

Não gosto muito da Dilma. Acho-a omissa em diversos assuntos. Reuniu-se com a militância LGBT, mas se calou sobre a “cura gay”. Se, em seus pronunciamos em rede nacional, a presidente diz que governa para todos, na prática não é bem assim. De qualquer forma, prefiro um governante eleito pelo voto do que um governante levado ao poder pelas armas.

Tenho horror a esse Gigante que, de repente, acordou. É um Gigante, em grande parte, conservador, careta, moralista, homofóbico, machista, defensor da família e dos bons costumes e extremamente intolerante e religioso.

Pergunta: por que protestam contra os gastos com a Copa do Mundo, mas não protestam contra a vinda do papa ao Brasil? O país, segundo o noticiário, vai gastar R$ 118 milhões com a visita do Francisco, dinheiro que também podia ser aplicado no bem-estar social de todos e não apenas para entreter um grupo de beatas alegres que curte Jesus.

Em relação ao futebol, sou fã do jogo limpo, bonito e quase sempre eficiente dos espanhóis. Que vença o melhor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário