quarta-feira, 17 de julho de 2013

A novidade


Espero. Ela não chega.
Espero debruçado na janela – às vezes aflito, outras vezes resignado. Espero estatelado no sofáassistindo TV, juntando poeira, esvaziando o tempo, imaginando saídas.
Espero...
... que sim.
E ela, enfim, aparece – surpreendente alegre intensa.
É cheia de nove-horas.
Só aparece quando quer, quando menos espero.
Ao vê-la, eu a agarro.
Tento saboreá-la ao máximo.
Sei que logo perde o vigor, o viço, o sabor doce da esperança
e desaparece num instante  
para voltar qualquer dia desses.
 
A novidade é o de vez em quando da vida.

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