quinta-feira, 18 de julho de 2013

Garçom, caiu um diamante no meu martini


Fotógrafo da agência Magnum, o britânico Martin Parr é especialista em imagens de comportamento e estilo de vida.

No ensaio intitulado “Luxury” ele visitou vários países para retratar o far niente daqueles que “gostam de ver e de ser vistos”. Percorreu alguns dos eventos mais cintilantes das sociedades emergentes, como a Millionaire Fair, em Moscou, o Motor Show, em Beijing, e o Dubai Motor Show, e descobriu que nesses eventos novos milionários e velhos ricos nunca se envergonham de realizar exorbitâncias consumistas.

Luxury, Martin Parr
( Algo como o casamento da Dona Baratinha lá no Copacabana Palace, que, dizem, custou a bagatela de R$ 3 milhões )

As imagens de Parr apontam um comportamento de ganâncias e excessos de pessoas que insistem em debochar da humanidade.

Mordaz e provocador, o fotógrafo capta os estereótipos (e o ridículo) daqueles que trafegam, sempre sorridentes, pela faixa social mais predatória do planeta.

A saber:

Aqueles que não quebram agências bancárias, quebram países inteiros.
Aqueles que não depredam o patrimônio público, tomam-no para si.
Aqueles que não entram em confronto com a polícia, compram a polícia.
Aqueles que não incendeiam sacos de lixo, incendeiam florestas.
Aqueles que não protestam contra os políticos, financiam as campanhas dos políticos.
Aqueles que não saqueiam lojas, saqueiam a humanidade.
   
Afinal, quem vandaliza quem nessa história?

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