quarta-feira, 24 de julho de 2013

Mundos opostos: Tchaka X Robson


Com o tema Mundos Opostos, o programa A Liga, da Band, levou Valder (a drag queen Tchaka) para a casa do pastor Robson e, depois, levou o pastor para a casa da drag.

A ideia foi colocá-los frente a frente, um frequentando o ambiente do outro, para ver se os dois se entendiam. Óbvio que não houve qualquer acordo. Valder continuou drag; e Robson, pastor.

Vale informar que Valder cresceu em uma família evangélica e Robson se apresenta como ex-gay. Hoje é casado, tem filhos, blá-blá-blá. Ou seja, um conhece o mundo do outro. Isso, porém, não evitou o estranhamento e alguma tensão entre os dois.   

De um modo geral, o programa não apresentou nada de novo sobre esse embate entre evangélicos e homossexuais. Apenas aproximou e expôs duas realidades que, como deu pra perceber, não cabem em uma mesma sala de jantar.

Ex-gay ou não, Robson é um convertido, um sujeito que nunca aceitou de fato a sua homossexualidade, despirocou, passou por uma “sessão de descarrego” e, enfim, encontrou refúgio na religião.

Ok, até aqui tudo bem. Cada um recorre à droga que quiser para aliviar as suas dores. O problema é que Robson, não satisfeito em ter encontrado a própria “salvação”, agora usa sua suposta conversão como arma para atacar os gays.

O programa mostrou Robson na igreja, pregando. Aos berros, o pastor afirmava que a homossexualidade não é natural, é algo aprendido, e que deus o havia “libertado” e poderia fazer o mesmo com outros gays.

Valder responde para Thaíde, o apresentador: “Eu não preciso ser libertado de nada”. E não precisa mesmo. Nenhum homossexual precisa ser “libertado”, "curado" ou o que seja. Precisa, sim, ter seus direitos reconhecidos e respeitados.

Mas Robson e outros pastores sabem que atacar os homossexuais é um bom negócio para eles. A sociedade é moralista e preconceituosa, e esses caras, manipulando a ignorância das pessoas, aproveitam-se desse moralismo preconceituso da sociedade para atrair mais fiéis e mais dízimos para suas igrejas.

Valder, é bom informar, não baixou a cabeça para Robson e seus comparsas evangélicos em nenhum momento. Não aceitou ser apontado como "marginal" e, veja só, usou a palavra amor muito mais vezes do que o pastor que se diz "homem de deus".

Para assistir ao programa, clique aqui

Nenhum comentário:

Postar um comentário