sexta-feira, 5 de julho de 2013

Olhar ao redor

 
O que atrasa o Brasil são seus Velhos:

     - Velhos hábitos
     - Velhos jeitinhos de levar vantagem em tudo
     - Velhos de paletó e gravata
     - Velhos coronéis
- Velhos burocratas
- Velhos valores morais
- Velhos antecedentes criminais
- Velhos líderes  
- Velhos preconceitos.

Essas velharias precisam desaparecer para que o Brasil possa realmente avançar. E o Novo precisa se desvencilhar do Velho para poder imaginar outros caminhos, outras possibilidades, outro país. De nada adianta ter 20 anos e ruminar como um Feliciano.

No livro O Guia do Caçador de Tendências, Magnus Lindkvist escreve sobre a casa de sua avó, que mora em um subúrbio de Estocolmo, para mostrar que, de vez em quando, devemos olhar ao redor para que o nosso cérebro não congele e não se torne a casa de uma pessoa idosa.

Leia o trecho:

Minha avó vive sozinha em um subúrbio de Estocolmo. Quando a visito – o que não ocorre tão frequentemente como deveria – costumo pensar como o estilo daquela casa é antigo, desde o design em cores escuras até o mobiliário. Isso, aliás, é algo que costumava temer quando era mais jovem. Quando o "gosto pelo mais antigo" se estabelece? De algum modo eu imaginava em qual idade todos os equipamentos interessantes e os belos móveis que eu possuía seriam substituídos pelos itens obsoletos que ocupavam o apartamento de minha avó. Agora percebo que a casa de minha avó representa perfeitamente o mundo real da mente humana. Quando crescemos nossas mentes são fluidas e abertas para novos aprendizados e impressões, contudo, lentamente ao longo do tempo, elas se congelam e nos acomodamos em nossos caminhos e perspectivas. Algumas visões e valores até mesmo se cristalizam em dogmas. Como a maioria das pessoas, minha avó desenvolveu seu gosto estético e comprou grande parte de seus móveis antes de completar 50 anos de idade. As coisas que lotam sua casa estavam na moda quando ela as comprou. Ela está tão in como sempre esteve, mas o tempo passou e a moda seguiu em frente. O mesmo provavelmente acontecerá comigo. Quando eu chegar aos meus 80 anos, meu mobiliário minimalista e de design escandinavo, o qual considero "eterno", será visto como uma montanha de velharias obsoletas pertencentes a uma pessoa idosa. O mesmo ocorrerá com meu gosto em termos de música e filmes, assim como em relação à maioria de meus pontos de vista e opiniões. Se você não parar e olhar ao redor de vez em quando, seu cérebro se tornará igual ao apartamento de uma pessoa idosa.

É isso. Quem deseja estar atualizado, precisa acompanhar as mudanças – ou, se não for capaz de acompanhar as mudanças, que saia de cena e deixe o caminho livre para quem tem fôlego e vontade de transformar. Afinal, o tempo passa e o que era bacana ou aceito como “normal” ontem pode não ser mais hoje ou na semana que vem. 
 
O mundo é um lugar em constante movimento – e novos modos de se comportar, pensar, comer, vestir, morar surgem a todo momento. Nós é que, muitas vezes, demoramos demais a perceber essas mudanças e, atropelados pelos acontecimentos, descobrimos, atônitos, que nos tornamos Velhos.         
   

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