segunda-feira, 8 de julho de 2013

Os exibicionistas


“É a melhor vingança que existe: felicidade. Nada deixa as pessoas mais loucas que ver as outras levando uma vida do caralho.”

Essa frase aí é do escritor americano Chuck Palahniuk, autor, entre outros, de Clube da Luta, romance que virou filme dirigido por David Fincher e estrelado por Edward Norton e Brad Pitt. Lembra?

Palahniuk está certo, certíssimo. Não existe vingança mais saborosa que esfregar na fuça dos outros a nossa felicidade. E nem vem com papo “bonzinho” de que agir assim é feio, baixo, desprezível, blá-blá-blá.

Todos agem assim (intencionalmente ou não). Todos fazem questão de expor em praça pública as suas conquistas. 

Neste mundo movido a aparências, não basta ter ou ser, tem que ostentar.

É aquela história: de que adianta comer a Ellen Rocche se ninguém ficar sabendo? De que adianta fazer uma viagem incrível ao Pacífico Sul e, depois, não publicar as fotos da sua viagem no Facebook para seus “seguidores” morrerem de inveja?

Somos vaidosos. Sentimos um prazer perverso em humilhar os outros com a nossa suposta felicidade. Ah, você não é dessa laia? Ok, alma santa, você pode não ser, mas boa parte da humanidade é.  

Boa parte da humanidade precisa exibir as próprias conquistas para validá-las e, mais ainda, para se vingar daqueles que se exibiram antes.

Ou você nunca desejou sapatear na cara de alguém que vive contando vantagem?
 

Um comentário:

  1. Que delícia é atingir este status. Felicidade alheia dá uma inveja da porra! Se você conseguir transmitir uma felicidade ainda maior é como ganhar uma medalha de ouros nas olimpíadas...

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