domingo, 14 de julho de 2013

Tolerância


Nem tudo é preconceito. 

Ou é preconceito não sentir atração por esse ou aquele tipo de pessoa?

Vamos lá:

Se um “japonês” disser que não sente vontade nenhuma de “ficar” com um negro, está sendo preconceituoso?
E se o negro disser que não curte outros negros?
E se o branco preferir negros e não curtir “japonês”?
E se o “japonês” preferir magros em vez de gordos?
E se o gordo “detestar” peludos?
E se o peludo não gostar de bichas afeminadas?
E se a bicha afeminada disser que jamais “ficaria” com bichas velhas?
E se a bicha velha morrer? Quem vai ao enterro?

As possibilidades são várias. E ainda bem que seja assim. O problema é que por trás desse “preferir” muitas vezes tem sim uma ponta de preconceito, principalmente contra as bichas que não se encaixam em certo “modelo padrão” estampado em capas de revista:

Jovem, corpo “definido”, sem pelos, sem pinta de veado, de preferência branco (porque o Brasil é racista, sim!) e vestido com figurino da moda.

O mundinho gay, veja só, é cópia do mundão hétero. Segue os mesmos padrões e repete os mesmos preconceitos. Afinal, os homossexuais, antes de serem homossexuais, são pessoas – e pessoas são escrotas.

Generalizações como gordos, peludos, afeminados, velhos etc. apenas tipificam as pessoas, reduzindo-as a categorias. É claro que sempre olhamos primeiro para quem nos atrai fisicamente. Mas acho que, quando conseguimos baixar a guarda, evitando o pré-julgamento, podemos nos surpreender com quem, em princípio, não está dentro das nossas “exigências”.

O cara pode ter borogodó, saca? E ainda que não role nada, quando fechamos a porta sem ao menos conhecer quem está do outro lado, podemos perder uma ótima oportunidade de conhecer alguém legal e interessante e, quem sabe, até conquistar um novo amigo e amigo nunca é demais.

A tolerância amplia as possibilidades. 
    

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