quinta-feira, 18 de julho de 2013

Você é insubstituível


Mentira: somos absolutamente substituíveis.

Esse papo de “você é insubstituível” é só isso mesmo: papo, conversa pra boi dormir. E tem que estar com a autoestima muito no chinelo para acreditar nessa lengalenga.

Sim, óbvio, cada ser humano é único. Sim, óbvio, não existem duas pessoas iguais no mundo. Mas e daí? Tal fato não impede que sejamos substituídos a qualquer momento por uma bunda mais gostosa, por um cérebro mais inteligente, por um fígado menos estragado, por um sovaco mais cheiroso.

Nesse mercado livre onde cada um acredita que vale mais do que realmente vale, somos todos descartáveis. Basta surgir um “produto” novo, mais bem acabado, com mais recursos tecnológicos, e viramos sucata, pão amanhecido.

Você é “o cara” só até aparecer outro. Você é “imprescindível” só até não ser mais. Aí, o jeito é aceitar o pé na bunda, sacudir a poeira e se recolocar no mercado.

Dói? Ah, dói. Mas o que não dói nessa vida?

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[ "Você é Insubstituível" é o título de um livro de Augusto Cury ] 
 

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