segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Jovem demais para morrer

Mais um integrante da banda Charlie Brown Jr se foi. Depois de Chorão, agora foi Champignon, o baixista. Matou-se nesta madrugada com um tiro.

Acontecimentos assim chocam. Mas fico muito muito muito mais chocado com o monte de merda postado nas caixas de comentários das notícias relacionadas ao fato.

Que gente é essa, hein? De que buraco fedorento sai essa cambada que se acha no direito de julgar o cara?

Ninguém sabe o que levou o músico a dar cabo da própria vida, mas todos logo inventam uma “versão” para o ocorrido, elegendo esse ou aquele culpado: o próprio Champignon, as drogas, a fama, o dinheiro, a falta de um tal deus no coração e até o pobre coitado do rock.

Olha, todos os dias centenas de pessoas se suicidam pelo mundo, movidas pelas mais diversas razões. É triste? É. Como toda morte o é. Mas quem somos nós para condenar quem decidiu morrer?

A escritora Nélida Piñon, em entrevista no Programa do Jô, disse que considera o suicídio um exercício de liberdade extraordinário. “A minha visão é que eu sou dona da minha vida e, como tal, eu sou responsável por ela.”

A escritora, porém, disse que lamenta demais quando um jovem toma essa decisão. “O jovem não está pronto para abrir mão da vida.”

Assim como a escritora, também lamento quando um jovem resolve abreviar sua existência, como fez Champignon. 

Lamento, mas procuro respeitar sua morte da mesma maneira que respeito qualquer outra morte: escolhida ou não.
   

2 comentários:

  1. Marcos Guinoza, parabens por mais esse excelente texto. Vc tem toda razão quando fala desses "especialistas da internet" que se acham no direito de julgarem as atitudes e pensamentos dos outros em nome da "tal liberdade de expressão". Tenho medo dessa gente das redes sociais! rsrsrs www.odidiotafeliz.blogspot.com.br

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    1. Acho q tenho mais pena q medo dessa laia. Abs.

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