segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Não existe essa de ser "contra" ou "a favor" da homossexualidade

Frame do videoclipe da canção Full Length, do Primal Scream

Ontem (1 de setembro), o Fantástico abordou a homofobia no quadro "Vai Fazer o Quê?".

O programa colocou um casal gay (dois atores) em um bar de um shopping center no Rio de Janeiro trocando afeto. 

As pessoas passavam pelo casal, olhavam curiosas, comentavam, mas ninguém tentou impedir o "namoro" dos dois. 

Para "esquentar" a situação, um terceiro ator, interpretando o papel de um homofóbico, entrou em cena, repreendendo o casal. A ideia era ver se alguém iria interferir, apoiando os "gays". Apenas duas pessoas o fizeram. 

Patricia Kogut, colunista de O Globo, fez uma enquete sobre a homofobia de César (Antonio Fagundes) na novela Amor à Vida. Metade dos leitores disse ser a favor das atitudes intolerantes do médico ao descobrir que seu filho, Félix (Matheus Solano), é gay.

Há algumas semanas, a foto de Emerson Sheik, jogador do Corinthians, dando uma bicota em um amigo provocou tremendo bafafá, e Sheik teve que se explicar para a torcida corintiana.

A homossexualidade, como se vê, continua assunto "polêmico", continua provocando reações de intolerância. 

Eu, pra ser bem honesto, estou meio de saco cheio de ver minha condição sexual sendo discutida por bestas quadradas que se acham no direito de "opinar" sobre coisa que não lhes diz respeito. 

Se você não é gay, não tem relação nenhuma com algum gay, por que não vai lavar o seu banheiro em vez de ficar se intrometendo na vida alheia?

Entenda: não existe essa de ser "contra" ou "a favor" da homossexualidade. Você pode ser contra a legalização das drogas, por exemplo, mas não pode ser contra aquilo que uma pessoa é. 

Alguém, por acaso, é contra o sujeito de olhos azuis porque o sujeito tem os olhos azuis? Não, né? Então...

Um comentário:

  1. Apontar o dedo para os outros é das piores coisas que aprendemos na vida.

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