segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Tudo bem, tanto faz

Estou bem. E estar bem é bom. Bem bom. 

Nada mudou por aqui. 

Continuo casado com JK. Continuo morando no mesmo lugar. Continuo assistindo TV. Continuo trabalhando para ganhar o pão nosso de cada dia. Continuo o mesmo "idiota feliz" de antes. 

A única diferença é que estou bem. Estou como o sujeito da canção "Tudo Bem, Tanto Faz". Canção do Arnaldo Antunes, cantada por Laura Lavieri e que está no novo disco do Marcelo Jeneci, "De Graça".

Um trecho:

Não sai, por quê? 
Tem tanto e-mail pra responder 
Não vê ninguém 
E sempre tem o trabalho também 
Podia mais, pra ele tanto faz 


Outro trecho:

Sair pra quê? 
Prefere só ligar a TV 
[...] 

Um mês a mais, tanto faz 
Dorme em paz, se a noite passar 
Se o sol brilhar, tanto faz 
Se o tempo ir, se o mundo acabar 

Se o céu cair  

Mais um trecho:

Tem tantas coisas pra resolver 
Não vê ninguém 
Mas sempre diz que tá tudo bem 
Tudo bem, tudo bem, tudo bem 
Está tudo bem, tudo bem, tudo bem, tudo bem


É isso: estou no meu período "tudo bem, tanto faz". Vivendo o essencial, vivendo o básico, sem me importar com o resto. E resto, pra mim, é tudo aquilo que está a dois metros de distância dos meus interesses. 

Muitas vezes, a gente se aborrece à toa, desgastando-se com assuntos desnecessários. Já reparou em quanto tempo perdemos pensando na "morte da bezerra"? Preocupando-se com coisas que nem aconteceram? Dando atenção a temas que não têm qualquer relevância para nossas vidas? 

Nesse longo tempo sem postar nada neste blog, direcionei minhas energias àquilo que realmente me interessa: eu, somente eu, e pessoas que estão junto comigo nessa travessia. E o resto que se dane!

A polonesa Wislawa Szymborska tem um poema, chamado "Excesso", que traduz bem este meu sentimento. Diz assim:

Foi descoberta uma nova estrela
o que não significa que ficou mais claro
nem que chegou algo que faltava

[...]

A estrela não tem consequência.
Não influi no clima, na moda, no resultado do jogo,
na mudança de governo, na renda e na crise de valores.

É isso: não tenho tempo para "novas estrelas". Necessito cuidar de mim. 

Um comentário:

  1. Também sou um idiota feliz. E também me permito me sentir bem, às vezes. Expulsando meus próprios demônios, talvez. Não olhando pra frente e nem pra trás, por que acho que é isso que realmente atrasa nossa vida e nos deixa doentes. Abraços Marcos! Que bom que voltou :D

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